quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Post Especial – O Diário de Frida Kahlo

Estou certa de que todos que admiram Frida Kahlo desejam duas coisas: visitar a Casa Azul no México, lugar onde Frida morou muitos anos e hoje é museu, e O Diário de Frida Kahlo, para poder ver as anotações pessoais e ilustrações da pintora.

Este mês eu comprei na Saraiva o Diário ao valor de R$155,00 que é o preço médio.

Fotografei algumas páginas para que todos possam ter uma noção melhor de como é o livro, e tirarem suas dúvidas se também desejam adquiri-lo.

Obs: Clique nas imagens para visualizá-las ampliadas.

O livro vem com uma “sobrecapa” que traz uma das ilustrações que está dentro do diário. O texto diz: “Você vai? Não. Asas quebradas.”

A capa mesmo do livro é de tecido vermelho com as iniciais do nome da pintora em dourado, com a intenção de copiar a capa verdadeira do diário de Frida.
Capa do livro

Capa do diário

Primeiras páginas do livro:

Estas são as primeiras páginas do diário:

Detalhes da letra de Frida:

O que me chamou atenção foi a forma caótica como ela escrevia e desenhava, muitas vezes escreve textos por cima de outros textos. Penso que transmite toda a desordem e dor que ela carregava por dentro.

As ilustrações sempre com cores fortes como em suas telas:

O amor por Diego Rivera, seu marido, está presente em muitas páginas:

Aqui as últimas palavras de Frida:
“Espero alegre a partida – e espero não voltar jamais.” (Frida)

Devido aos medicamentos fortes que tomava, fica nítida a perda da sua coordenação motora em seus últimos traços:

Ao final, o livro traz a transcrição do diário com comentários, achei essa parte excelente:

Fiquei muito satisfeita com a compra e espero que tenham gostado do post.
Espero também um dia fazer um post com mais fotos, desta vez, da Casa Azul!
Abraços!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Frida em todo lugar

É impressionante como podemos encontrar algo sobre a querida Frida simplesmente andando por aí.

Nas minhas últimas férias no mês passado, eu viajei a São Luís do Maranhão, lugar muito bonito e acolhedor. Foi passeando pelo centro histórico Reviver que me deparo com o Espaço Frida Kahlo, fiquei surpresa e feliz por ver como a vida e a obra de Kahlo influenciam a todos, não importando quando ou onde. Bom, como fui à tarde, não estava funcionando ainda, mas parecia um bar onde havia esse painel com suas pinturas.


Quem souber de mais referências a Frida pelo nosso país, por favor, compartilhe.

Obrigada!
Abraços!

terça-feira, 6 de julho de 2010

103º Aniversário de Frida Kahlo

Há 103 anos nascia a pintora mexicana Frida Kahlo. Hoje muitos prestam à artista sua homenagem. O site de buscas Google trouxe uma imagem de Frida na página inicial:


Aqui destaco mais uma parte de seu diário:

''Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminando a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.''

¡Viva Frida!
¡Viva la vida!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Frida: Suas fotos

Para os admiradores de Frida, esse é um livro que vale a pena comprar. Um livro repleto de fotos da pintora, elas foram encontradas na Casa Azul, como foi anunciado no post anterior.

Aqui mais informações sobre o livro:

Lançado simultaneamente no Brasil – onde terá tiragem única –, México, França, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e outros países da América Latina, o livro revela um acervo inédito que retrata o universo da artista mexicana Frida Kahlo, uma das maiores personalidades latinoamericanas de todos os tempos.

Quando Frida morreu, em 1954, todos os seus objetos ficaram trancados em um dos cômodos da mítica Casa Azul, onde ela morou muitos anos com o pintor Diego Rivera. Cinquenta anos mais tarde, esse tesouro foi aberto, mas somente agora as mais de 400 fotos guardadas são finalmente reunidas numa publicação. As imagens mostram uma série de autorretratos de seu pai fotógrafo, Frida quando menina, seu estúdio, o encontro com Rivera, seu círculo cosmopolita de amigos e a intimidade com personagens notáveis como Breton, Duchamp, Trótski, Henry Ford, Dolores del Río e alguns brasileiros como Adalgisa Nery. A influência da fotografia em sua obra, suas referências políticas e estéticas, o sofrimento do corpo, as inúmeras cirurgias, e sobretudo a construção de sua impactante figura pública são analisadas em textos de grandes estudiosos de todas as partes do mundo.

O livro pode ser adquirido através do site da Cosac Naify ao valor de R$120,00.
É só clicar
aqui.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Roupas, fotos e jóias de Frida Kahlo são achadas 50 anos depois da morte da pintora

Fotos da casa de Frida Kahlo

Roupas, fotos e jóias que pertenceram à pintora mexicana Frida Kahlo foram achadas dentro de caixas de papelão que estavam guardadas em um dos banheiros da casa em que ela viveu com seu marido, o muralista Diego Rivera, na Cidade do México.

"Em outubro passado encontramos os objetos e imediatamente mandamos restaurá-los", disse Hilda Trujillo, coordenadora da Casa-Museu Frida Kahlo, situada no bairro colonial Coyoacán, no sul da Cidade do México.

Os objetos achados permaneceram guardados por 50 anos.

Depois da morte de Kahlo, em 13 de abril de 1954, alguém guardou com muito cuidado 180 vestidos e dezenas de outros objetos pessoais da pintora.

As peças foram achadas por trabalhadores da chamada "Casa Azul", assim conhecida por causa da cor de suas paredes externas.

A descoberta, qualificada por Trujillo como "extraordinária", se deu após um projeto de dois anos para a reforma do lugar.

Ainda não há dados precisos sobre a data dos objetos, mas se presume que os vestidos são os mesmos usados por Frida em seus auto-retratos.

Os vestidos, que tinham fungos, traças e estavam muito sujos, foram restaurados pelo pessoal do museu.

"Não temos dados precisos sobre a época em que Frida usou os objetos, mas quem conhece a obra de Frida pode imaginar que os vestidos com os quais ela aparece em seus quadros são os mesmos que encontramos", disse Trujillo.

Informações fornecidas pela aluna Helena Cardoso.

Página 136 do Diário de Frida Kahlo

Se apenas eu tivesse as suas carícias em mim,
como o ar que toca a terra - a realidade da sua pessoa,
fazer-me-ia mais feliz, levar-me-ia para longe do sentimento que me enche de cinzento.
Nada em mim seria tão profundo, tão final.
Mas, como lhe explico a minha necessidade enorme de ternura! A minha solidão de anos.
A minha estrutura deformada devido à sua carência de harmonia, a sua inaptidão.
Eu penso que seria melhor partir, partir e não fugir.
Que tudo terminasse num instante. Oxalá.

Frida Kahlo.

Material enviado pela aluna Helena Cardoso.

domingo, 16 de maio de 2010

Frida

Por Anielly

Mulher que nasceu da ardência, cresceu no drama, vestiu-se em cores, pôs badulaques nas dores e se refletiu em tintas nas telas.
Mulher a frente de seu tempo que afirmou a liberdade feminina, o sonho de um mundo mais justo, bonito e enfeitado, onde o requintado é emotivo, e o humano é místico e revolucionário.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Amor sem igual

Frida Kahlo y Diego Rivera - 1931

Frida tinha um amor sem igual por Diego Rivera, seu marido. Aceitava sua maneira de ser, inclusive suportando suas infidelidades. Disse certa vez que o amava mais que a si própria, e em suas telas Diego é um tema frequente.
Neste vídeo podemos ver alguns dos momentos dos dois. Ao final, Diego deixa uma bela declaração de amor a Frida, que seguramente, teria ficado muito feliz em ouvi-la em vida.



Por Andréa Silveira.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

FRIDA KAHLO

Flor de expresividad,
Reyna de la sinceridad,
Idolatrada entre los críticos,
Diva del arte mexicano,
Amante del nuevo.

Kahlo, apellido mundialmente conocido,
Auténtica en sus ideales,
Hierva que nació con rasgos propios,
Llena de personalidad,
Oro del arte mundial.

Vanessa Isabely Costa e Silva

La columna rota

"La Columna Rota" por Jucerlanio da Silva

Lo que vi en el agua

Pintura feita por Rita de Cássia Medeiros de Valenzuela, inspirada em:

Lo que vi en el agua (1938) - Frida Kahlo

Frida Kahlo...

Desenho: Francisco de Assis Calixto Pereira

Na juventude tem atitude,
Vive, diverte-se e ama.
Um acidente lhe entristece,
E a deixa a pensar na cama.

Pensamentos voam,
Como as borboletas que enfeitam o gesso.
Um começo,
Pintar as pessoas que ama.

Como mulher foi valente,
Um amor infiel e ardente.
Sem um filho poder gerar,
Empenhou-se em um trabalho realizar.

Como artista revolucionou,
Vestiu-se de homem, revoltou-se,
Lutou, chorou e pintou.
O mundo em sua volta nas telas deixou.

Simone Medeiros da Silva

Exposição

Exposição de trabalhos realizada em 03 de novembro de 2009.
Local: Departamento de Letras e Artes da UEPB.

Frida en dibujos

Alguns alunos fizeram releituras de obras de Frida.

Frida Kahlo y Diego Rivera (1931) por Mayara Fernandes.
Las dos Fridas (1939) por Luanna Soares.
La Columna Rota (1944) por Anielly de Souza.

Poema - Diário de Frida Kahlo

Frida Kahlo e Diego Rivera

Diego, princípio.
Diego, construtor.
Diego, meu bebê.
Diego, meu noivo.
Diego, pintor.
Diego, meu amante.
Diego, meu marido.
Diego, meu amigo.
Diego, meu pai.
Diego, minha mãe.
Diego, meu filho.
Diego, eu.
Diego, universo.
Diversidade na unidade.
Por que é que lhe chamo Meu Diego?
Ele nunca foi e nem será meu.
Ele pertence a si próprio.

Este poema pertence ao diário de Frida Kahlo e foi apresentado pelas alunas Luzimar Bezerra e Juliana Roberta de Andrade.

Frida inspira artesanato



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Colores de Frida

Pintura apresentada por Poliana Nunes

Poema a Frida

Pintura: Fabiana Alves


En su cuerpo frágil,
Muchas historias pa’contar…
En sus pequeñas manos,
Un talento singular…
En su increíble obra,
Manera única de pintar…
En su gran corazón,
Una inmensidad pa’amar…
En el lugar de los pies,
Dios le dio alas pa’volar.

A una mujer que tenía ganas de volar,
de una chica que tiene ganas de escribir.

Edilza A. Santos

Frida por Joana Paula

Desenho: Joana Paula Nunes de Souza

Frida

Pintura: Maria Thatiane Ferreira


Cuando me miro al espejo,
No me veo, ¿dónde estoy?
¿Dónde están mis ojos negros?
Negros como mi dolor.
Quiero llorar, ya no puedo.
Mis lágrimas se perdieron,
Mis ojos negros, tan negros,
También perdieron su color.

Cuando me miro al espejo,
Colores no veo más.
Los colores de mi arte,
Que sólo me daba paz.
Procuro por toda parte,
Ya no me encuentro más.
Te quiero, arte, te quiero.
No me abandones jamás.

Cuando me miro al espejo,
¿Dónde está mi corazón?
Está como un cantante,
Que canta sin emoción.
Mi corazón sólo siente la pérdida de su pasión.
Te quiero amor, te quiero,
Ni que seas ilusión.

Cuando me miro al espejo,
Mis pies no puedo más verlos,
Ya se fueron con mi cabello.
Los dos con gran dolor,
Ahora quedo sin pelo,
Sin pies, aún yo espero curarme de ese dolor.

Cuando me miro al espejo,
Ahora quiero encontrar mi alma,
Y la tuya, Diego,
Para juntos caminar al encuentro de nuestro arte,
Y nuestro amor eternizar.

Challena A. Barros

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Minhas alunas e Frida

Esta semana meus alunos estão apresentando trabalhos sobre Frida Kahlo na univerdade onde trabalho. Estes são alguns dos presentinhos que ganhei das minhas alunas:

São muito talentosas! Eu fico muito feliz, já que adoro ganhar presentes, e quem não gosta?


Olhem a Frida que ganhei!



Guardo todos com muito carinho. Obrigada meninas!
P.S. É só clicar nas imagens para ampliar.

sábado, 10 de abril de 2010

¡Viva la Vida!

Já dizia Olavo Bilac "escrever é como pintar". Talvez por isso eu tenha me identificado tanto com ela, não por nossas histórias de vida, mas por gostarmos de expressar o nosso interior. Eu, através das palavras. Ela, das imagens.
Conheci Frida Kahlo, quando tive que ensinar aos meus alunos algo sobre arte hispânica. Em um passeio pelo shopping, dou de cara com o filme Frida Kahlo, pareceu perfeito para alguém que precisava aprender algo sobre pintura. Levei pra casa sem saber que ali seria só o começo de uma grande admiração.
Representada pela atriz Salma Hayek, Frida foi me conquistando com sua história comovente. Dois grandes acidentes em sua vida: um ônibus e Diego Rivera. Ambos pintores mexicanos, Frida e Diego viveram um casamento marcado por infidelidades e muito companheirismo.
Surrealista? Não se considerava assim, vivia ela dentro de uma realidade surreal ou uma surrealidade real, muito concreta e, principalmente, muito doída.
Acredito que partiu sem saber que mais fortes que as marcas que ficaram em seu corpo e em sua alma, seriam as deixadas nas milhares de pessoas pelo mundo que admirariam com paixão a sua vida e obra.
Frida, como muitos de nós, também gostava de escrever, e as últimas palavras do seu diário dizem: "Espero que mi partida sea feliz, y espero nunca más regresar". Parecia ter sofrido o suficiente neste mundo para ter que viver aqui outra vez. Ao mesmo tempo, reconhece que "tudo vale a pena se alma não é pequena" como nos disse o Fernando Pessoa, pois em seu último quadro Frida nos deixa a mensagem: "Viva la vida".
Recomendo a todos que conheçam a vida e a obra dessa grande mulher Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón.

Andréa Silveira